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Grupo de Trabajo: Expoliación inmobiliaria y crítica contrahegemónica
 
Persona responsable de la inscripción: Floriano José Godinho De Oliveira
 
1. Nombre del Grupo de Trabajo.
  Expoliación inmobiliaria y crítica contrahegemónica
 
2. Ubicación crítica del tema en el contexto y en la política pública latinoamericana y caribeña y en relación con la dinámica global.
 

Espoliação imobiliária e crítica contra-hegemônica. Uma proposta de estudo da infraestrutura, dos serviços urbanos e da política pública de financiamento para compreender as estratégias e os processos de reestruturação e de resistência em cidades latino-americanas.


A fim de contribuir para os debates na região e no mundo, a proposta deste GT enfatiza o conhecimento e o enfrentamento das dinâmicas dos processos espoliativos na produção contemporânea da cidade abordando uma temática recorrente, tais como estudos de desigualdade urbana, o papel da produção imobiliária e da promoção publica da infraestrutura e serviços urbanos. No entanto, a elabora a partir de uma perspectiva particular que tem a ver com a observação crítica da reestruturação dos setores empresariais, das atividades da administração pública na gestão e produção do espaço urbano que ameaçam dilapidar a massa de trabalhadores e espoliar a população urbana dos mais carente aos pequenos proprietários para fazer prevalecer os interesses privados do capital. Nesse sentido, se propõe a desenvolver uma crítica contra-hegemônica desses movimentos do capital ao privilegiar o enfoque dos processos espoliativos urbano, imobiliário e financeiro.


Além disso, a essa reestruturação econômica, social e espacial do capitalismo contemporâneo é destinado um olhar que não reduz a análise das práticas empresarias e negócios públicos a um mero reflexo de interesse ou posições dominantes na estrutura social e busca compreender as práticas de resistência à precarização urbana e, também, a participação popular na construção de suas casas e mesmo de elementos de infraestrutura, como ruas e praças. Fique claro, desde logo, essa proposta não se destina a ser a única e nem a primeira desse tipo, uma vez que ela é o resultado de diversas contribuições, experiências e integração de linhas de pesquisas que discutem a produção da cidade, as características dos espaços urbanos, os regimes de gestão industrial e urbano, os agentes promotores, construtores, empreiteiros e o papel dos diferentes profissionais da cidade nas formas de apropriação da riqueza, do valor e do espaço urbano na América Latina e no Caribe incorporando abordagens atualizadas para o estudo das relações entre o financeiro e o imobiliário na produção da cidade sob a dominação da finança globalizada. E, mais, essa proposta procura observar as características históricas e as experiências distintas entre as instituições da nossa região e as dos países centrais, no sentido de reconhecer como florescem as práticas e os estudos que colocam ênfase neoliberal sobre essas relevantes questões e busca debate-las.


Assim, essa proposta pretende inovar por continuar a tradição crítica latino-americana, persistindo com as práticas de resistência, e propor em sua renovação teórica a perspectiva da produção do espaço (Martins, 1996 e Mattos y Link, 2015) integrando estudos sobre a cidade numa estratégia urbana com visão de totalidade (Lefebvre, 1969 e 1970) que avoca no processo global de produção capitalista os setores dominantes mundiais e nacionais, suas vinculações com os agentes estatais na dinâmica imobiliária e urbana de produção imediata da cidade para não só constatar a dilapidação dos trabalhadores e a desigualdade social e urbana, mas criticamente observar como a iniciativa popular pode ser totalmente envolvida em processos espoliadores e de alienação de seus melhores propósitos e do interesse popular.


A necessidade da observação desses níveis da produção se impõe para melhor conhece-los e confronta-los (Lefebvre, 1974). Essas dinâmicas serão observadas tendo como referência aquelas dimensões onde se considera a nível local e regional as implicações do setor da propriedade no predomínio mercantil da produção social do espaço da cidade como norteador da estruturação urbana e das relações sociais (Gottdiener, 1993). Entende-se que esse nível alimenta práticas cotidianas induzidas por um projeto de vida urbana colonizado pela capitalização da renda da terra, uma suposição de rendas futuras da propriedade de um imóvel, que se articula perfeitamente ao caráter projetado e suposto dos juros das propriedades financeiras, ambos igualmente rentista. O que permite dizer que essas dinâmicas espoliadoras se difundem dos países centrais intensificando o rentismo da propriedade da imobiliária (e da terra), que se articula pelo domínio das finanças com o da propriedade mobiliária, ações e títulos (Chesnais, 2005).


Portanto, em outro nível, o da produção total e global em que a produção espaço significa sobrevivência do capitalismo porque não é mais apenas produção de “coisa no espaço” mas produção de relações sociais (Lefebvre, 1971, 1974 e 1981) se destaca o uso das diferenças territorial e espacial urbanas criadas pela disponibilidade das condições gerais que resultam numa incessante elevação de preços no mercado imobiliário. Essa elevação contínua guarda relação com a necessidade de reprodução do capital subordinada ao domínio do financeiro, porque a cidade, os imóveis e particularmente a terra passam a funcionar como capital (fictício) e projetar a capitalização da renda e dos juros. Dessa maneira a cidade é ressignificada em sua função de força produtiva para a acumulação industrial (capital fixo, conforme Folin, 1977) porque passa a ser instrumentalizada para viabilizar, sobretudo, a acumulação por espoliação (Harvey, 2004), particularmente: a espoliação imobiliária e a espoliação financeira associadas à finança globalizada.


Frente a esses avanços dos movimentos do capital em uma espetacular urbanização planetária (Brenner, 2013), o direito à cidade só poderá afirmar-se, em cidades de nossa região e no mundo, como uma resistência consciente a esses processos hegemônicos e com lúcido combate pelo direito à vida urbana, transformada socialmente e constantemente renovada pela luta política em busca de justiça.

 

Bibliografía utilizada

  BRENNER, Neil . Tesis sobre la urbanización planetária. Nueva Sociedad. No 243, enero-febrero de 2013, ISSN: 0251-3552.www.nuso.org
CHESNAIS, François. A finança mundializada: raízes sociais e políticas, configuração, consequências. São Paulo: Boitempo, 2005. 255p.
FOLIN, Marino. El uso capitalista de el espacio físico. In: La ciudad del capital y otros escritos. México: GG,1977.
GOTTDIENER, Mark. A produção social do espaço. São Paulo, Edusp, 1993.
HARVEY, David. O novo imperialismo. São Paulo: Edições Loyola, 2004, 201 p.
LEFEBVRE, Henri. De la science à la stratégie urbaine. Utopie, Paris, n. 2 et 3, mai, 1969. pp. 57-86.
LEFEBVRE, Henri. La Révolution urbaine. Paris: Gallimard, 1970. 250 p.
LEFEBVRE, Henri. La survie du capitalisme. La re-production des rapports de production. Paris: Éditions Antropos.1973, 200p.
LEFEBVRE, Henri. Le droit à la ville (1968) suivi de Espace et politique (1972). Paris: Éditions Antropos. 1974. 283 p.
LEFEBVRE, Henri. La production de l’espace. Paris: Editions Anthropos, 1981. 485 p.
MARTINS, José de Souza. Henri Lefebvre e o retorno à dialética. São Paulo: Hucitec, 1986.151p
MATTOS, Carlos de y Link, Felipe (eds.). Lefebvre revisitado: capitalismo, vida cotidiana y el derecho a la ciudad. Santiago: RII Editores IEUT/UC, 2015. 306 p.
 
3. Fundamentación y análisis de la relevancia teórica del tema frente al contexto analizado.
 

A urbanização nos países da América Latina e do Caribe se caracterizam pela desigual disponibilidade de acesso aos serviços e meios urbanos públicos. A persistência histórica dessa condição de espoliação e precariedade urbana contrasta com a homogeneidade que o espaço urbano está tendendo a assumir em termos planetários (Lefebvre, 1980, Lencioni, 2008 e Brenner, 2013). Nesse contexto, a produção e oferta da infraestrutura urbana e regional vem assumindo uma importância crescente na discussão sobre as políticas públicas sociais e de desenvolvimento. A indagação recorrente é saber quem vai pagar pela criação das novas condições urbanas necessárias à atual reconfiguração da cidade e do território (Mongin, 2006): o usuário ou o contribuinte?


Na produção da cidade toda obra e serviço urbano tem custos de planejamento, implantação, operação e manutenção. Para salda-los, a sociedade e o Estado estão sendo chamados a compartilhar, mais do antes, suas responsabilidades para garantir a sobrevivência da acumulação capitalista e a continuidade da reprodução social (Lefebvre, 1973). A questão contemporânea é que a produção da cidade não é apenas as obras e a sua materialidade, mas a produção de relações sociais, que envolvem sua persistência ou transformação da maneira que compartilhamos nossas vidas. Daí a importância de uma proposta que se propõem a pensar e atuar sobre a homogeneização e fragmentação de um ponto de vista contra hegemônico, ou seja, questiona a hierarquização produzida mundialmente por esse modo dominante de produzir cidades (Lefebvre, 1980).


Historicamente, a produção das cidades latino-americanas seguiram e foram submetidas às formas da acumulação primitiva do capital e essa dominação tornou-se o suposto e o elemento resultante desse processo de reprodução. Na atualidade o processo global de transformação das cidades latino-americanas o necessário compartilhamento de responsabilidades entre a sociedade e o Estado na produção da cidade tem se mostrado particularmente problemático em face das necessidades dos investimentos de capital (De Mattos, 2002) até porque o resultado histórico desse processo urbano subordinado tem sido uma urbanização sem urbanismo, marcado por carências, dilapidação do trabalhador e da natureza e se configura em situações urbanas marcadas por extrema desigualdade (Kowarick, 1979, Pradilla, 1981, Pirez, 2013).


Neste século, o problema da infraestrutura urbana e regional se revela um desafio crítico, particularmente, sobre como estabelecer a implementação de um novo padrão de desenvolvimento das cidades e da configuração da sua rede territorial. Do ponto de vista imediato é avaliar e definir qual é a orientação política e social pela qual deve ser conduzida a urbanização, o crescimento da cidade, da economia e da população. Qual é a cidade que responde a nossas necessidades, desejos? Tradicionalmente, tem sido enorme a dificuldade de estabelecer a problemática para a resposta adequada à essa indagação. Isso, porque tanto ao nível da prática como no da teoria a emergência da questão urbana tem sido persistentemente submetida ao obscurecimento por uma racionalidade industrial, eurocêntrica e redutora da vida e da análise da urbanização. Assim, o primeiro questionamento a ser considerado é sobre o método.


Ao pensar criticamente sobre a problemática urbana e aquela indagação; o primeiro, a ser estabelecido é a perspectiva da análise, porque é necessário desenvolver um novo olhar sobre a indústria da construção (Lovera, 2011) e considerar os seus diferentes produtos (casa, apartamento, escritórios, fabricas, edifícios públicos) os inúmeros usos (privado e coletivo, para administração e produção) e as diversas formas de produção (autoconstrução, encomenda, mercantil e estatal) em seus vínculos com a terra (Jaramillo, 2010). Do ponto de vista das práticas, porque a gestão pública deixa de priorizar a realização de projetos estatais não apenas pelo volume de recursos e porte das obras, mas sobretudo porque as intervenções urbanas se tornaram investimentos atrativos para o capital privado (Hidalgo & Janoschca, 2014). Nesse contexto, as propostas neoliberais tenderam a ver a crise das cidades, como oportunidade de negócios imobiliários para enfrentar a recessão econômica por meio de parcerias e concessões, no que se contrapuseram à tradição desenvolvimentista ou nacionalista que acusam as privatizações do Estado e dos serviços urbanos como tragédia social em face da insuficiência da infraestrutura. Todavia, esses conflitos e polarizações parecem avivar a (in)solução do problema habitacional e urbano em face dos (des)caminhos com que se aprofundam os processos espoliativos e se diversificam as estratégias de (re)urbanização em disputas (Kowarick, 1979 e 2000).


Atualmente, a financeirização da cidade por relevar os laços da propriedade imobiliária com as finanças internacionais implica em revelar mudanças que se manifestam em um novo pacto urbano, impondo uma reconfiguração da cidade e maneiras específicas de intervir nos espaços urbanos. O desafio para a gestão pública dessas intervenções é que verificam-se diferenças de infraestrutura que podem estar relacionadas à história material e funcional de cidades como São Paulo ou outras quaisquer, conforme sua inserção regional e mundial (Carrión, 2013). Por isso, é preciso atentar para a história urbana, ao nível da organização dos agentes envolvidos na produção do espaço e a intensidade da reestruturação e dinâmicas imobiliárias na transformação do espaço urbano levando em consideração os processos globais (Pereira & Hidalgo, 2008) e as implicações do capital fictício na hegemonia financeira.


Assim, esse projeto tem como objeto de estudo as novas condições de financiamento da infraestrutura urbana e seus impactos na reconfiguração das cidades. A partir do desenvolvimento da pesquisa busca-se consolidar uma compreensão da totalidade do fenômeno urbano e avançar os limites do conhecimento proporcionado pelos estudos disciplinares e setoriais. Isso, envolve superação da análise da própria infraestrutura das cidades consideradas setorialmente (energia, transportes, saneamento, saúde etc.) para pensa-las articulada à produção imobiliária, como condições gerais do espaço urbano. Enfim, essa proposta pretende inovar tanto no método pela crítica de tais fracionamentos do conhecimento sobre o urbano, como busca contribuir para esclarecer o essencial das estratégias e processos de urbanização tendo como foco o financiamento da infraestrutura na produção do ambiente construído (Harvey, 1982).


A hipótese é de que a atual hegemonia financeira conduz a uma estratégia de produção imobiliária e das infraestruturas urbanas com intensa instrumentalização do espaço, onde as populações mais pobres para escaparem da violência da financeirização das cidades, produzidas como negócio imobiliário, devem prover, também, a infraestrutura além da provisão de suas próprias casas de modo não mercantil. Entende-se, que a finança mundializada, conforme Chesnais (2005) articula patrimônio mobiliários e patrimônios imobiliários, que ao instrumentalizarem a reconfiguração das cidades, parecem corroborar a emergência da anunciada urbanização planetária e as consequências que produz, em função do capital, para o metabolismo e as formas de vida humana e não humana (Brenner, 2013). O complexo urbano-imobiliário mundial tem estado no debate acadêmico recente por causa do papel global que os negócios imobiliário-financeiros evidenciam a partir da crise que eclodiu em 2008, a partir da expansão da hipoteca subprime "tóxico" (Harvey, 2011) . Esta contração, que encerrou décadas de expansão imobiliária, era o centro de uma articulação entre grupos financeiros e desenvolvimento imobiliário. Esse “complexo” desempenhou um papel central na organização da produção do espaço construído nas grandes metropoles, orientando tanto o tipo de projetos urbanos, como as condições de financiamento, comercialização e localização dos empreedimentos.


Apesar da emergencia mundial dessa problemática tanto a prática de promotores urbanos e imobiliários como sua articulação com as finanças mundiais não estão sendo ainda devidamente consideradas na perspectiva contra-hegemonica. O avanço do debate crítico contrasta com a forte expansão e institucionalização dessas atividades da hegemonia financeira no conjunto dos negócios da urbanização mundial. Todavia, tal como aconteceu nos países mais desenvolvidos com estudos dos vínculos entre o imobiliário e o financeiro (Topalov, 1974; Granelle, 1998; Hernandez y Lopez, 2010; Gottdiener, 1997; Harvey, 1990;) na América Latina há trabalhos recentes. Embora menos numerosos cabe mencionar alguns que poderão interessar para esse trabalho na Argentina (Sokoloff, 2015) Brasil (Fix, 2007, Miele, 2008; Shimbo, 2012; Rolnik, 2015); Chile (De Mattos, 2002; Daher, 2013); Colômbia (Jaramillo y Cuervo, 2013) e México (Blanca y Pradilla, 2013) entre outros.


De acordo com esses estudos, este GT foca sua contribuição no conhecimento da relação entre o financeiro, desenvolvimento imobiliário e a produção da desigualdade urbana, particularmente, dessa região onde os processos espoliativos se exarcebam e, historicamente, o avanço capitalista precariza a condição urbana e superexplora o trabalho.

  Bibliografía utilizada
  AFD, FCH e IPEA. O financiamento da cidade latinoamericana. Instrumentos a serviço de um desenvolvimento sustentável. Savoir Comuns n. 6, 2014. www.adf.fr
BLANCA Ramirez y PRADILLA Emilio (Comp.). Teorías sobre la ciudad en América Latina. México DF: UAM, 2013.
BRENNER, N. Tesis sobre la urbanización planetária. Nueva Sociedad Nº 243, enero-febrero de 2013. ISSN: 0251-3552, .
CARRIÓN, Fernando. El ensamble de las infraestructuras urbanas: el desafio para la gestión pública. In ESPINOSA, Jaime Erazo. Infraestructuras urbanas em América Latina. Gestión y construcción de Servicios y Obras Públicas. Quito: Editorial IAEN, 2013. p. 11 -31.
CHESNAIS, François (org.). Finança Mundializada. São Paulo: Boitempo, 2005.
DAHER, Antonio. Territorios de la financiarización urbana y de las crisis inmobiliarias. Revista de Geografía Grande Norte. 56, 2013. pp. 7-30
DE MATTOS, Carlos. Transformación de las ciudades latinoamericanas. Impactos de
la globalizacion? In Revista EURE, vol XXVIII, no. 85, Dec, 2002. p. 5-10
FIX, Mariana. São Paulo cidade global: fundamentos financeiros de uma miragem. São Paulo, Boitempo, 2007
GOTTDIENER, Mark. A produção social do espaço urbano. São Paulo: Edusp, 1997.
JARAMILLO, Samuel. Hacia una teoría de la renta del suelo urbano. Bogotá: Universidad de Los Andes. Facultad de Economia. CEDE. Ediciones Uniandes, 2010.
JARAMILLO, Samuel e CUERVO, Nicolás. Colombia: um caso paradigmático de la política neoliberal de vivienda en America Latina. Seminário Internacional A cidade Neoliberal na América Latina. Rio de Janeiro: Novembro, 2013.
KOWARICK, Lucio. Escritos Urbanos. São Paulo: Editora 34, 2000.
KOWARICK, Lucio. A Espoliação Urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979
HARVEY, David. O enigma do capital e as crises do capitalismo. São Paulo: Boitempo. 2011, 235 p.
HARVEY, David. Los límites del capitalismo y la teoría marxista. México, FCE, 1990. 469 p.
HERNANDEZ, Isidro y LOPEZ Emmanuel. Fin de ciclo. Financiarización, territorio y sociedad de propietarios en la onda larga del capitalismo hispano (1959-2010). Madrid: Traficantes de Sueños, 2010
HIDALGO, Rodrigo & JANOSCHKA, Michael (Eds.) La ciudad neoliberal. Gentrificación y exclusión en Santiago do Chile, Buenos Aires, Ciudad de México y Madrid. Santiago do Chile: PUC-Chile, Serie Geolibros n. 19, 2014.
LEFEBVRE, Henri. La Survie du Capitalisme. Paris: Anthropos, 1973.
LEFEBVRE, Henri. Une pensée devenue monde... Paris: Fayard, 1980.
LENCIONI, Sandra. Condições gerais de produção: um conceito a ser recuperado para a compreensão das desigualdades de desenvolvimento regional. Scripta Nova
Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales. Universidad de Barcelona. http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-24507.htm
MIELE, Savio Augusto de Freitas. O movimento da economia financeira na dinâmica imobiliária de São Paulo. São Paulo: Labur Edições, 2008.
LOVERA, Alberto. Radiografia de la industria de la construcción. Caracas: Universidad Central de Venezuela, Ediciones de la Biblioteca, 2011.
MONGIN, Olivier. La condition urbana. La ciudad a La hora da mundialización. Buenos Aires, Barcelona: México, Paidos, 2006.
ONU Habitat. Construcción de ciudades mas equitativas. Políticas públicas para inclusión en America Latina. Colombia, 2014
PEREIRA, P. C. X., HIDALGO, R. (eds). Producción imobiliária y reestructuración metropolitana em America Latina. Santiago: PUC-Chile, Serie Geolibros 11, 2008.
PÍREZ, Pedro. “Los servicios urbanos en América Latina” en Ramírez, Blanca Rebeca y Emilio Pradilla (comp.) Teorías sobre la ciudad en América Latina, Tomo II, Mexico: Universidad Autónoma Metropolitana, 2013. pp. 455-504.
PRADILLA, Emilio. (org.) Ensayos sobre el problema de la vivienda en México. Cidade do México: Latina UNAM, 1982. pp. 149 – 212
ROLNIK, Raquel. Guerra dos lugares. A colonização da terra e da moradia na era das finanças. São Paulo: Boitempo, 2015. 422 p.
SHIMBO, Lúcia. Habitação social de Mercado. A confluencia entre Estado, empresas construtoras e capital financiero. Belo Horizonte: C/Arte, 2012. 221 p.
SOKOLOFF, Ivana “Capital inmobiliario-financiero y articulaciones público-privadas: consideraciones a partir del centro comercial Abasto de Buenos Aires” en Revista Ciudades Análisis de la coyuntura, teoría e historia urbana. Nº 106. Abr-Jun 2015
TOPALOV, Christian. Les Promoteurs immobiliers: Contribuitions à l’analyse de la production capitaliste du logement en France. Paris: Edition Mouton, 1974.
 
4. Plan de trabajo trienal (36 meses).
 
  OBJETIVOS ACTIVIDADES RESULTADOS ESPERADOS
PRODUCCIÓN DE CONOCIMIENTO
(Investigación)
Elaboração de um marco teórico conceitual. Problematizar em perspectiva histórica as interpretações sobre a transformação das cidades, a urbanização dependente, o desenvolvimento industrial, as políticas públicas e a persistente desigualdade em países da América Latina e do Caribe.

Compreender as dinâmicas urbana e industrial da produção imobiliária e da infraestrutura da cidade contemporânea e sua integração à reestruturação mundial recente pondo em relevo as contradições e os conflitos gerados pelos atuais processos de espoliação urbana, imobiliária e financeira.
Relacionar criticamente esses processos com a hegemonia da coalizão imobiliária-financeira em regimes de governança urbana na promoção parcerias e na configuração do espaço metropolitano, marcado por grave desigualdade urbana, multiplicidade de redes técnicas e fragmentação territorial.

Analisar a transição metropolitana e o processo de dissolução do urbano concentrado relacionando-os criticamente aos processos de dispersão e construção territorial extensiva; assim, como com os atributos das centralidades urbanas (não só centros históricos e especializados) nas áreas de expansão em diferentes níveis e dimensões da realidade (local, global e total).

Revelar as articulações das diferentes formas de produção e mercantilização da produção do urbano em sua relação com as condições de privatização do espaço e de produção das condições gerais em especial aquelas das redes técnicas (como saneamento, mobilidade, etc.) como busca de alternativas urbanas contra-hegemônicas que superem as situações de privilégio e de exclusão social.
Edição de textos para debate: Informação sobre indicadores de desigualdade urbana, planejamento de cidades, parcerias público-privados, produção infraestruturas e avaliação da política pública na América Latina e no Caribe.

Edição de publicação: impressa e digital. Elaboração de vídeo, livros e estudos críticos sobre as interpretações, propostas de intervenção e planos urbanos visando a construção de alternativas contra-hegemônicas às políticas e ações isoladas que fomentam a desigualdade urbana e a injustiça social.

Pesquisa Acadêmica: a partir de cursos presenciais e à distância com produção de Monografia, Dissertação, Teses de Doutoramento e relatórios de pesquisa nas universidades. Estudo das estratégias de financiamento e produção da cidade na reestruturação recente tendo em vista o regime urbano e os grandes grupos hegemônicos em sua conexão com os demais grupos sociais.

Reuniões do GT: Realizar quatro reuniões da equipe do GT: Rio de Janeiro, Santiago do Chile, Buenos Aires e São Paulo. Estas reuniões serão para debate, produção teórica, aprofundamento e refinamento das perspectivas de análise dos temas dessa proposta. Na medida do possível essas reuniões serão presenciais e não por teleconferência porque esse é um recurso que se pretende utilizar com bastante frequência e não apenas para reuniões plenas da equipe. Reconstruir os principais grupos e as estratégias de desenvolvimento urbano gerando conhecimento e elementos para resistir aos processos espoliativos e de desigualdade urbana.


Refinamento da proposta: pelo debate e coordenação de objetivos, desenvolvimento de análises da produção da cidade e das infraestruturas urbanas que propiciem a crítica e a elaboração teórico-prática de alternativas contra-hegemônicas. Consolidação de propósitos do GT.

Esclarecimentos sobre a dinâmica desigual da cidade contemporânea, da urbanização rentista e financeirizada com enfoque crítico na produção imobiliária e nas redes técnicas visando a elaboração de políticas de coesão social. Diagnóstico crítico consistente das cidades da América Latina e do Caribe.

Estabelecer como são utilizados e definidos na produção da cidade os termos: legal e ilegal, normal e subnormal, regular e irregular, industrial e rural, cidade e campo tendo como referência os regimes urbanos e as articulações entre o imobiliário e o financeiro nas políticas de provisão habitacional e das redes técnicas. Consolidação de pesquisas em relatórios e teses sobre aspectos atuais da urbanização latino-americana.

Desvendamento de como as condições gerais, particularmente a nova condição urbana, na fase atual da reprodução capitalista se constitui num elemento de “sobrevida” por meio da privatização e da instrumentalização do espaço metropolitano para o capital. Crítica capaz de propor alternativas contra-hegemônicas e sensibilizar o interesse público na defesa da cidade como bem comum.
DIFUSIÓN DEL CONOCIMIENTO
(Acciones de formación, visibilización, confrontación de la producción)
Difusão das propostas do GT.

Gerar grupos de interlocução entre os integrantes da equipe sobre as tematicas do GT, que sejam abertas a comunidade academica, aos cidadãos e aos movimentos sociais.

Criar e participar em redes de conhecimento confrontando as formulações hegemônicas intervenção urbana revelando as permanências de controle e criticando as condições contemporaneas de produção da cidade.

Estabelecer uma proposta contra-hegemônica de defesa dos cidadãos e do uso da cidade como condição de existência digna e humana da população.




Colóquios e Seminários: realização de eventos culturais intermitentes, organizados de maneira autonoma pelos integrantes do GT em suas entidades, sempre que possível, convidando e integrando a participação de pesquisador de outra instituição e país. Organização em cidades e instituições que possam contar com recursos de fomento nacional e institucional envolvendo estudantes e ativistas urbanos e dos movimentos sociais. Apresentação de trabalhos do GT em reuniões científicas internacionais e nacionais.

Publicação: Organização de livros e número especiais em revistas científicas, visando debater com a comunidade acadêmica e apresentar alternativas de intervenção e projetos aos movimentos sociais. Organização de site para veiculação de informes institucionais do GT e do conhecimento crítico sobre os processos espoliativos da produção contemporânea da cidade. Teleconferências obtidas por gravação de palestras para divulgação na internet.
Conhecimento das analises da produção das cidades em diferentes países e do debate teórico sobre a urbanização latinoamericana e caribenha proposto pelo GT.

Interlocução com outros grupos de produção de conhecimento crítico e contrahegemonico buscando incorporar, particularmente, pesquisadores caribenhos e representantes de comunidades universitárias de outros continentes.

Confrontação com o pensamento urbano hegemônico e a persistência de práticas dilapidadoras do trabalhador e do habitante formulando alternativas teórico-prática contra-hegemônicas.
RELACIONAMIENTO CON POLÍTICA PÚBLICA Y ORGANIZACIONES SOCIALES
(Escuelas, espacios de debate, medios, intervención sistemas de ciencia y tecnología, etc.)
Informação do debate das analise e teorias (sobre o setor imobiliário, finanças, produção e oferta de infraestrutura e serviços urbanos) de maneira a ser considerado nos ambitos da geração da política pública local, regional e nacional.

Publicização das analises e teorias visando a formação de estudantes e preparação dos integrantes das organizações sociais. Fortalecimento da relação universidade e sociedade por meio da crítica ao exercício profissional tradicional e consolidação de experiências inovadoras de superação da precariedade urbana por meio de práticas de extensão.
Produção de documentos e manuais: discutir a dinamica de regulação das políticas públicas tanto da produção urbana (legislação, normas etc.) como setorial e economica. Impactar os agentes publicos e profissionais privados implementadores dessas politicas nos níveis local, regional e nacional.

Sensibilizar e informar estudantes, comunidades de cidadãos e integrantes dos movimentos vizinhança e sociais da necessidade do conhecimento crítico e organização contra-hegemônica para resistir às praticas economicas predatórias e socialmente excludentes.
Crítica e superação da passividade por visão de totalidade dos problemas urbanos, que supere a fragmentação disciplinar e a segmentação das políticas públicas. Implicar a participação social dos diferentes agentes, grupos de vizinhança e profissionais nessas políticas por meio de produção de policy briefs de situações urbanas, divulgação de informação impressa e entrevistas em rádio, tv e divulgação na internet. Articulação das distintas linguagens, motivações e interesses em organizações que visem a problematizar a ação pública e o uso do bem comum pela realização de oficinas e outros meios de mobilização e informação social.
ARTICULACIÓN CON OTRAS REDES Y PROGRAMAS
(Latinoamericanas, caribeñas y mundiales)
Aproximar e participar das atividades de redes cientificas nacionais e internacionais. Inclusive com outros GTs e atividades da Clacso.

Propor, organizar e participar de simpósios temáticos sob a reponsabilidade de integrantes do GT em associações mundiais e latino-caribenhas buscando o envolvimento de representantes de outros continentes.


Estabelecer diferentes laços institucionais entre as universidades dos pesquisadores do GT a serem consolidados por meio de convenios sobre ensino, pesquisa e extensão universitárias.
Participar dos colóquios da Rede Geocritica. Trata-se de uma rede Internacional Ibero-americana, baseada na Universidade de Barcelona, e que conta com aproximadamente 245 pesquisadores latino americanos e europeus.

Participar das reuniões das associações nacionais de pós-graduação.

Organizar simpósios temáticos no ICA - International Congress of Americanistas, no CIETA; no EGAL e no Congresso Latino Americano de Transporte Publico Urbano entre outros.

Articular ações integradas com a Rede de Políticas Públicas - RPP, baseada na UFRJ, por meio de integrantes de membros do GT que atuam na Rede. Essa rede se converterá em um Instituto, pois foi contemplado recentemente com financiamento do Edital INCT do CNPq - Brasil.

Estabelecer acordos de cooperação científica entre universidades, por meio de atividades de extensão universitária com associações de vizinhança e municipais.
Fortalecer a integração acadêmica latino-americana e caribenha, como estratégia para superação da tradição de um olhar exclusivamente direcionado para as universidades e centros de pesquisa da Europa e dos Estados Unidos.

Manter vínculo com equipes internacionais de pesquisa que estudam o complexo imobiliário-financeiro, financiarização imobiliária e produção de infraestruturas urbanas de grande porte.
 
5. Integrantes del Grupo de Trabajo
  Total de investigadores ingresados: 26
- Alberto Lovera
  IDEC FAU UCV -Instituto del Desarrollo Experimental de la Construcción da Faculdad de Arquitetura y Urbanismo Universidad Central de Venezuela
(Venezuela)
   
- Andrea Claudia Catenazzi
  Instituto del Conurbano - ICO/UNGS (Argentina)
Universidad Nacional de General Sarmiento
   
- Andres Guillermo Pizarro
  Instituto del Conurbano - ICO/UNGS (Argentina)
Universidad Nacional de General Sarmiento
   
- Antonio Daher
  Centro de Desarrollo Urbano Sustentable - CEDEUS (Chile)
Universidad Católica/Universidad de Concepción
   
- Desiree Guichard Freire
  Faculdade de Formação de Professores - FFP/UERJ (Brasil)
Universidade do Estado do Río de Janeiro
   
- Diego Franco
  Centro de Investigaciones Sociales y Humanas - CISH/FCSH (Colombia)
Facultad de Ciencias Sociales y Humanas - Universidad de Antioquia
   
- Eryca Torrejon Cardona
  Centro de Investigaciones Sociales y Humanas - CISH/FCSH (Colombia)
Facultad de Ciencias Sociales y Humanas - Universidad de Antioquia
   
- Floriano José Godinho De Oliveira
  Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana - PPFH/UERJ (Brasil)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
   
- Graciela Del Carmen Fernandez De Córdova Gutièrrez
  Instituto de Ciencias de la Naturaleza, Territorio y Energías Renovables - INTE/PUCP (Perú)
Pontificia Universidad Católica del Perú
   
- Gustavo Duran
  Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales, Ecuador - FLACSO (Ecuador)
   
- Ivana Sokoloff
  Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe - IEALC/UBA (Argentina)
Facultad de Ciencias Sociales - Universidad de Buenos Aires
   
- Luciana Nicolau Ferrara
  UFABC - Universidade Federal do ABC
(Brasil)
   
- Marcia Hirata
  Universidade Federal de São João del-Rei Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Artes Aplicadas
(Brasil)
   
- Maria Beatriz Cruz Rufino
  Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
(Brasil)
   
- Marina Fernandez
  FAU UCV Faculdade de Arquitetura Y Urbanismos da Universidad Central de Venezuela
(Venezuela)
   
- Paulo Cesar Xavier Pereira
  FAU USP Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
(Brasil)
   
- Paulo Roberto Rodrigues Soares
  Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Geociências – Departamento de Geografia
(Brasil)
   
- Pedro Pirez
  Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe - IEALC/UBA (Argentina)
Facultad de Ciencias Sociales - Universidad de Buenos Aires
   
- Perla Maria Sanchez Uriarte
  Universidad Nacional de Ingeniería - UNI
(Nicaragua)
   
- Ricardo Gómez Maturano
  Universidad Autonoma de Morelos
(México)
   
- Rodrigo Alejandro Hidalgo Dattwyler
  Instuto de Geografia- Pontificia Universidad Catolica de Chile
(Chile)
   
- Sandra Lencioni
  Departamento de Geografia - DG/USP (Brasil)
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Universidade de São Paulo
   
- Theotonio Dos Santos Junior
  Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana - PPFH/UERJ (Brasil)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
   
- Vicente Ugalde Saldaña
  Centro de Estudios Demográficos, Urbanos y Ambientales - CEDUA/COLMEX (México)
El Colegio de México
   
- Voltaire Christian Alvarado Peterson
  Departamento de Investigación y Postgrados - DIP/UAHC (Chile)
Universidad Academia de Humanismo Cristiano
   
- Zilda Márcia Grícoli Iokoi
  Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerância e Conflitos - DIVERSITAS-FFLCH/USP (Brasil)
Universidade de São Paulo
   
 
6. Coordinador/es del Grupo de Trabajo

Floriano José Godinho De Oliveira

  Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana - PPFH/UERJ (Brasil)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
   
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