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Resumen de ponencia
O PIBID NA UNIRIO: CARTOGRAFIAS E CONCEPÇÕES CURRICULARES

*Juan Camilo Ruiz Trujillo



A pesquisa aqui apresentada é sobre as concepções curriculares disputadas no ir e vir dos (das) estudantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Partimos de uma visão teórico-metodológica inspirada por Orlando Fals Borda acerca do diagnóstico participativo bem como a perspectiva da cartografia social. Por outro lado, as concepções curriculares têm a ver com o aspecto central da movimentação curricular. Dentre os objetivos está cartografar as trajetórias dos estudantes bolsistas do PIBID no período 2015-2017 para fazer um diagnóstico participativo da influência do programa na sua escolha profissional. O estudo propõe indagar, na voz dos estudantes, quais são as concepções de currículo praticadas no programa.
Esta pesquisa reconhece o lugar de fala como a posição de onde olhamos para o mundo para depois intervir nele. Recusamos a ideia tradicional da Epistemologia que focaliza seus objetivos na busca de verdades únicas e neutralidade cientifica. Assumimos os outros lugares de enunciação como uma alternativa à fria objetividade da pesquisa tradicional. Concordamos com a perspectiva das pesquisadoras e ativistas negras Joice Berth e Rosane Borges quando consideram que saber o lugar de onde falamos é primordial para e entrar com um olhar aguçado que permita analisar os discursos e buscar o aprofundamento das questões que precisem ser analisadas e discutidas no sentido de estabelecer estratégias de transformação nas disputas institucionais e nas relações de poder que sustentam os nossos posicionamentos e ações em relação aos contextos formativos que intervimos como profissionais da educação. Saber o lugar de onde falamos é fundamental para pensarmos as hierarquias, as questões da desigualdade, da pobreza, do racismo, sexismo (BORGES, 2010) . Afinal este trabalho pretende ser um lugar de fala-escuta construído desde a pluralidade. Um território de relatos, diagramado, analisado.
A presente pesquisa tem uma intenção básica: Cartografar as trajetórias dos estudantes bolsistas do PIBID no período 2015-2017 para fazer um diagnóstico participativo da influência do programa na sua escolha profissional. Em segundo lugar o estudo propõe indagar, na voz dos estudantes, quais são as concepções de currículo praticadas no programa.
Desenvolvida no curso de mestrado em educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a pesquisa partiu de uma breve análise dos subprojetos que conformam o Programa Institucional de Bolsas de iniciação à Docência do programa de Pedagogia da UNIRIO. E do contato com estudantes do mestrado e da graduação em pedagogia que passaram pelo programa.
Mapear as trajetórias dos estudantes que fizeram parte do programa entre o período de 2015 até 2017 constitui o principal foco do presente trabalho. Em um primeiro momento a pesquisa pretende avaliar o que o PIBID tem representado e termos de formação e escolha profissional para os alunos bolsistas. Em um segundo ponto, analisando as percepções dos bolsistas entrevistados e os subprojetos desenvolvidos, o estudo pretende compreender quais são as concepções de currículo presentes nas suas práticas profissionais.
Para alcançar os objetivos propostos e responder as questões da pesquisa estão sendo utilizados três aportes metodológicos: O grupo focal (GATTI, 2005). , as entrevistas semi-estructuradas (BRANDÃO, 2010) e a Cartografia Social (HABEGGER & MANCILA. 2006). Com este trabalho espera-se continuar trilhando o caminho interdisciplinar, entre a educação e as ciências sociais empregando metodologias participativas que entendem a cartografia como uma ferramenta emancipatória que possibilita a transformação social. No intuito de fortalecer o trabalho dos licenciados bolsistas que participam do Pibid, o estudo propõe indagar nas trajetórias de quem navegou pelo programa de iniciação à docência. As ações de participação no programa são pensadas para prever estratégias e construir novos lócus de enunciação, desde os quais seja possível construir atualizações das leituras e transformações do contexto gerado nas relações entre a universidade e a escola, a teoria e prática. Escolhemos o mapa e a cartografia como opções metodológicas para tecer narrativas não lineares, no espaço das práticas contra hegemônicas.
O projeto propõe uma abordagem qualitativa que permite utilizar as técnicas de pesquisa do grupo focal, e a cartografia social fundamentando seu uso em função do problema em questão. Trabalha-se e então com as orientações do que a pesquisadora Zaia Brandão chama de triangulação fundamental para a condução do processo de pesquisa e das entrevistas, especificamente, a saber: Empatia, engajamento mútuo (pesquisador e pesquisado) e objeto de pesquisa (BRANDÃO, 2010).




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* Ruiz Trujillo
UNIVERSIDAD DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO UNIRIO. RIO DE JANEIRO, Brasil