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Resumen de ponencia
Sociedade civil, participação política e gestão escolar: estudos comparados no Rio de Janeiro, região metropolitana e Petrópolis - RJ

*Rafael Bastos Costa De Oliveira



Essa investigação objetiva fazer uma análise e um estudo comparado sobre às representações simbólicas da comunidade escolar no que diz respeito à gestão da escola, à identidade com este espaço e os sentidos da educação, a partir de experiências de participação da comunidade na vida da escola na periferia da cidade de Petrópolis, na região metropolitana do Rio de Janeiro e no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro. Para apreender esse objeto foram feitas visitas e observações participantes em escolas públicas na cidade do Rio de Janeiro, região metropolitana e Petrópolis – RJ (região Serrana do estado do Rio de Janeiro). Este trabalho é fruto de uma pesquisa em andamento intitulada de Sociedade Civil e participação social nas políticas públicas de educação em Petrópolis e região metropolitana. A pesquisa realizada é fruto do meu trabalho como professor pesquisador nas seguintes instituições: Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Universidade Católica de Petrópolis. A metodologia realizada perpassou a observação participante, realizada em cinco escolas, em diferentes espaços geográficos do estado e distintas regiões administrativas da rede estadual de educação e da rede municipal da cidade de Petrópolis; foram feitas entrevistas; também foi realiza da análise de discurso, por meio da consulta a páginas na internet e também através da escuta das gravações de entrevistas. A pesquisa em redes sociais foi feita com base em materiais levantados no facebook, em páginas relacionadas com a militância de estudantes do estado do Rio de Janeiro. A pesquisa foi iniciada em 2016, quando estudantes da rede estadual do Rio de Janeiro ocuparam escolas, reivindicando melhores condições para essas instituições. Posteriormente foram feitas visitas em uma escola na região do subúrbio da acidade de Petrópolis. Esta instituição tem um caráter “comunitário” e passou por mudanças significativas no último ano, fruto da parceria público privada. Deste modo, observamos que distintas experiências de participação da sociedade civil (uma ocupação e uma a partir de parcerias público privada) geram mediações importantes com algumas similaridades e distinções. Em ambos espaços as categorias de identidade, pertencimento, cuidado com a escola são presentes. Contudo as distintas mediações políticas geram outras nuances que ainda estão sendo analisadas. São consideradas também as categorias: participação política, democracia, juventude, ideologia, intelectual orgânico, organização política, projeto de educação, gestão democrática da educação, financiamento da educação e projeto de país. À medida que produzimos reflexões, levantamos o estado da arte da literatura sobre o tema. Hoje organizamos uma literatura considerável para melhor entender a pauta que os discentes do estado do Rio de Janeiro e do Brasil como um todo levantaram, a saber: FLACH (2017), CAMPOS (2016), MORAES (2016). No atual estágio da pesquisa, estamos aprofundando às visitas de campo na escola com parceria público privada. As respectivas referências bibliográficas são mobilizadas: Dallari (1984), Freire (1989), Donaldo de Souza (2014), Vera Peroni (2014), Marisa Duarte (2014), Márcia Aguiar (2014), Gramsci (2011), Sartori (1994). Os estudantes que ocuparam as escolas geram a necessidade de entender as novas formas de mobilizações, logo o debate teórico traçado nesta pesquisa está voltado para o entendimento dos chamados Novos Movimentos Sociais (Gohn, 2017), suas especificidades, tensões e perspectivas de mobilização para uma agenda futura. Levantamos a hipótese de que a experiência de participação política de caráter mais radicalizado na democracia (as ocupações) possibilitam a formação de uma consciência política que tem a luta por direitos como o centro do debate. Na escola que realiza parcerias público privada, verificamos que a dimensão do público gera uma noção de pertencimento importante. Neste caso, verificamos que a presença do estado é vital para a estrutura da vida escolar. Faz-se necessário entender melhor as mediações da esfera privada.




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* Bastos Costa De Oliveira
Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Universidade Católica de Petrópolis UERJ / UCP. Rio de Janeiro e Petrópolis, Brasil