Resumen de ponencia
É possível mudar o mundo silenciando as vozes das mulheres?
Grupo de Trabajo CLACSO: Epistemologías del Sur
*Teresa Cruz E Silva
É possível mudar o mundo silenciando as vozes das mulheres?
Teresa Cruz e Silva
Universidad Eduardo Mondlane,
Mozambique
No contexto das grandes mudanças globais e das formas de distribuição de poder que caracterizam a actualidade,
discute-se como as grandes corporações económicas que controlam a exploração dos recursos naturais no continente
africano, para além de um forte poder económico, dilatam a sua influência para as esferas do cultural, do político e do jurídico.
Discutem-se ainda, as variadas formas de luta na procura de alternativas para enfrentar este mesmo poder,
tendo em conta que as barreiras a ultrapassar são gigantescas, já que se trata de desencadear uma luta contra
o sistema capitalista vigente.
A partir de exemplos de luta de comunidades de camponeses e pescadores de Moçambique contra processos brutais de
violência e expropriação que marcam a exploração de recursos naturais, procuramos mostrar quer a forma como as alianças
entre governos e empresas transnacionais legitimam a força do poder corporativo, quer a forma como alguns actores
estratégicos se posicionam para colocar em marcha processos de emancipação, dando visibilidade às vozes silenciadas das
mulheres, cujas narrativas nos mostram os limites de construção de alternativas enquanto as mulheres ocuparem um papel de
“não cidadãs”.
Porque “a resistência política deve ter como postulado a resistência epistemológica”
(Santos, 2003),
situaremos a luta pela mudança no contexto das reflexões que marcam as discussões dos académicos africanos para
a construção de um saber emancipatório alicerçado nas realidades,
a exemplo das considerações feitas por Amílcar Cabral, Joseph Ki-Zerbo, Paulin Hountoundji ou
Aquino de Bragança no seu reconhecimento pela existência de outros saberes.
Es posible cambiar el mundo silenciando las voces de las mujeres?
En el contexto de los grandes cambios globales y de las formas de distribución de poder que
caracterizan la actualidad, se discute cómo las grandes corporaciones económicas que controlan la explotación de los recursos
naturales en el continente africano, además de un fuerte poder económico,
dilatan su influencia para las esferas del cultural, del político y del jurídico.
Se discuten las variadas formas de lucha en la búsqueda de alternativas para enfrentar este mismo poder, teniendo en cuenta que las barreras a superar son gigantescas, ya que se trata de desencadenar una lucha contra el sistema capitalista vigente.
A partir de ejemplos de lucha de comunidades de campesinos y pescadores de Mozambique contra procesos brutales de violencia y expropiación que marcan la explotación de recursos naturales, procuramos mostrar la forma en que
las alianzas entre gobiernos y empresas transnacionales legitiman la fuerza del poder corporativo, la forma en que algunos actores estratégicos se posicionan para poner en marcha procesos de emancipación, dando visibilidad a las voces
silenciadas de las mujeres, cuyas narrativas nos muestran los límites de construcción de alternativas mientras las mujeres
ocupan un papel de "no ciudadanas".
"La resistencia política debe tener como postulado la resistencia epistemológica" (Santos, 2003),
situaremos la lucha por el cambio en el contexto de las reflexiones que marcan las discusiones de los académicos africanos para la construcción de un saber emancipatorio basado en las realidades, a ejemplo de las consideraciones ,
que se realiza por Amílcar Cabral, Joseph Ki-Zerbo, Paulin Hountoundji o Aquino de Braganza
en su reconocimiento por la existencia de otros saberes.